Mauro Mendes cobra leis rígidas contra facções criminosas

A onda de violência provocada por facções criminosas no interior do estado, especialmente nas cidades de Sorriso e Cáceres, fez o governador Mauro Mendes mais uma vez levantar a voz contra o crime organizado. Ele cobrou do Congresso Nacional, durante entrevista nesta sexta-feira (12), leis mais severas contra o crime organizado no Brasil. O gestor ainda disse que algumas cidades já foram tomadas pelos líderes de facção criminosa e que a atual legislação tem pouco poder de repressão.

Sobre as recentes mortes no norte do estado, Mauro respondeu que tem feito investimentos na Segurança Pública. Mas, pediu leis mais rígidas para reprimir o crime organizado: “Hoje, nós temos um problema nas cidades de Sorriso e Cáceres, que é esse problema das facções. Nós temos feito um investimento muito forte, o governo fez bastante coisa. Agora, a lei brasileira não sou eu que faço”, disse Mendes.

Segundo informações da Polícia Civil, mais de 10 mortes foram registradas na região nos últimos 20 dias. O delegado Eugênio Rudy Júnior disse que os assassinatos são resultados de uma guerra entre as duas principais facções criminosas do Estado.

“Sobre essa questão das facções, se não houver uma mudança radical na lei brasileira, algumas cidades brasileiras serão perdidas para o crime organizado. A gente escuta isso direto sendo falado no Brasil inteiro. O Rio de Janeiro é uma delas. Têm facções para tudo quanto é lado. Precisar mudar muito a lei brasileira, porque aí nós vamos poder pegar esses bandidos, esses líderes faccionados”, pediu.

Na segunda-feira (8), 4 pessoas foram encontradas mortas em um matagal, na Estrada Nero Castanha, próximo à cidade de Nova Monte Verde (980 km de Cuiabá). A Polícia Civil suspeita que Jefferson Vale Paulino, 26, Caio Paulo da Silva, 31, João Vitor da Silva, 19 e Alan Rodrigues Pereira, 36, tenham sido mortos por terem sido confundidos com membros da facção Comando Vermelho (CVMT).

O governador foi além: “Eu vivo ouvindo os meus policiais reclamarem que eles prendem um bandido e, enquanto eles resolvem a burocracia, já tem bandido saindo na audiência de custódia. Isso não pode acontecer”.