TJ revoga prisão de chefe de gabinete de Emanuel Pinheiro

O desembargador Marcos Machado revogou a prisão temporária do chefe de Gabinete Antônio Monreal Neto, afastado do cargo pela Operação Capistrum, horas após o gestor prestar depoimento para o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), no Ministério Público, nesta sexta-feira (22).

A princípio, o desembargador negou o pedido do Ministério Público de prisão preventiva. Entretanto, impôs que Monreal usasse tornozeleira eletrônica, com instalação do equipamento marcada para a próxima segunda-feira (25).

O advogado de Neto, Francisco Faiad, atendeu a imprensa no Ministério Público nesta sexta-feira. Segundo a defesa, após prestar depoimento, o chefe de gabinete poderia ser solto nas próximas horas, o que foi confirmado com a decisão de Machado.

 

No documento que autoriza a liberação de Neto, o desembargador destacou ainda uma série de medidas cautelares. Além do uso de tornozeleira eletrônica, o chefe de gabinete está proibido de comparecer à Secretaria Municipal de Saúde, à prefeitura ou a qualquer órgão descentralizado do Executivo municipal.

 

Outra medida cautelar imposta pela Justiça diz respeito à proibição de manter contato, seja físico ou virtual, com qualquer servidor da prefeitura e testemunhas arroladas no processo. Além disso, Neto também deverá cumprir recolhimento domiciliar noturno.

 

Neto foi preso no âmbito da Operação Capistrum, deflagrada na manhã de terça-feira (19) pelo Naco. O chefe de gabinete é acusado de tentar obstruir investigações na Secretaria Municipal de Saúde.